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IPTSP/UFG promove reflexão sobre maternagem, gênero e permanência na universidade

Em 26/10/26 11:10. Atualizada em 26/10/26 11:10.

Oficina do projeto Pertence IPTSP discute responsabilidades de cuidado e propõe caminhos para uma comunidade acadêmica mais acolhedora

Texto e fotos: Ludmila Morais

Como conciliar a vida acadêmica com as responsabilidades de cuidado? E de que maneira a universidade pode acolher essas demandas para garantir condições de acesso e permanência? Essas questões orientam a oficina “Maternagem e Questões Relacionadas a Gênero”, realizada na manhã desta quinta-feira (22), na Sala Multimídia do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG).

Conduzida pela professora  Fernanda Ramos Parreira, da UFG, a atividade integra a Trilha do Conhecimento do Pertence IPTSP - Projeto de Permanência, Transformação, Equidade e Necessidades da Comunidade Estudantil. A proposta é envolver a comunidade acadêmica em uma reflexão sobre maternidade, maternagem e as condições disponíveis para quem precisa conciliar estudo, trabalho e cuidado.

“A oficina tem como premissa fazer um processo de reflexão coletiva com a comunidade acadêmica que circula e vivencia o IPTSP”, explica Fernanda.

A discussão amplia o olhar sobre o cuidado, compreendido como uma responsabilidade coletiva. Segundo a professora, embora essas atividades não devam ser atribuídas exclusivamente às mulheres, são elas que acabam mais impactadas pelas desigualdades de gênero relacionadas a essas demandas.

"Nesse contexto, a oficina propõe discutir como a universidade tem acolhido as necessidades de quem cuida e quais mudanças podem contribuir para que essas pessoas tenham condições de participar da vida acadêmica", destaca ela. 

Da memória à construção de propostas

A atividade foi estruturada em três momentos. O primeiro convidou os participantes a resgatar memórias de figuras femininas que marcaram suas trajetórias e a compartilhar os motivos pelos quais essas mulheres se tornaram referências.

Na sequência, o grupo foi provocado a refletir sobre o acolhimento das demandas de cuidado no ambiente universitário, considerando sua relação com o acesso, a permanência e as desigualdades de gênero.

O encerramento foi dedicado à elaboração de ideias e propostas de transformação. "A intenção é que a reflexão coletiva contribua para identificar possibilidades de tornar o cotidiano universitário mais acolhedor e atento às diferentes experiências de sua comunidade", conclui Fernanda.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do IPTSP/UFG

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