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Departamento de Medicina Tropical e Dermatologia do IPTSP/UFG conquista premiação no 79º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Em 08/10/26 13:19. Atualizada em 08/10/26 13:30.

Estudo é sobre um tipo raro de câncer de pele maligno chamado de porocarcinoma plantar e foi premiado na modalidade Mini Comunicação durante congresso realizado em Fortaleza (CE)

 

 

Texto: Marina Sousa

Um trabalho desenvolvido por docentes e residentes do Departamento de Medicina Tropical e Dermatologia (DMTD) do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG) conquistou o 3º lugar na modalidade Mini Comunicação do 79º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (CSBD), realizado em Fortaleza (CE), em setembro de 2026.

Intitulado “Porocarcinoma plantar simulando melanoma amelanótico: desafio diagnóstico em dermatologia”, o estudo aborda um caso de porocarcinoma, um tipo raro de câncer de pele, cuja  neoplasia cutânea rara pode apresentar características clínicas semelhantes às de outras lesões dermatológicas, tornando o diagnóstico um desafio para os profissionais da área.

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Equipe com o Prêmio José Wilson Accioly no Congresso Brasileiro de Dermatologia.
Da esquerda para a direita: Prof. Guilherme Holanda Bezerra, as residentes Virlana Marques Severo e Amanda Bianchini Costa e Silva, e Prof.ª Ana Maria Quinteiro Ribeiro, representando o departamento da residência dematológica do HC- UFG da HU Brasil (Foto: Arquivo pessoal)

 

A pesquisa destaca a importância do diagnóstico diferencial e da correlação entre os achados clínicos, dermatoscópicos e anatomopatológicos na avaliação de lesões cutâneas atípicas. A análise integrada desses diferentes aspectos é fundamental para estabelecer um diagnóstico preciso e orientar a conduta adequada.

O trabalho contou com a participação dos docentes do Departamento de Medicina Tropical e Dermatologia (DMTD) do IPTSP/UFG, Prof. Guilherme Holanda Bezerra e Prof. Jules Rimet Borges, além das residentes Amanda Bianchini Costa e Silva, Virlana Marques Severo, Luísa Thieme de Morais, Kristen Guilarducci Laureano e Lisa Araújo Rocha de Oliveira.

O grupo recebeu ainda um prêmio de R$ 3 mil pela pesquisa. A Prof.ª Ana Maria Quinteiro Ribeiro também participou do congresso, representando o DMTD e a chefia da Residência em Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFG, unidade vinculada à rede  HU Brasil  , onde é realizada a formação dos médicos residentes.

Diagnóstico

O porocarcinoma plantar é uma neoplasia de difícil diagnóstico, principalmente por sua raridade e pela pouca familiaridade que muitos dermatologistas podem ter com a doença. A apresentação clínica também é variável, podendo se manifestar como nódulo, pápula, placa, lesão ulcerada, verrucosa ou pigmentada.

A localização plantar pode dificultar ainda mais o reconhecimento da doença, já que características da lesão podem levar à suspeita de outras neoplasias. Quando pigmentado, por exemplo, o porocarcinoma pode ser confundido com melanoma, especialmente diante de sinais como assimetria e coloração escura na pele. Dependendo de sua aparência, também pode se assemelhar a tumores mais frequentes, como o carcinoma espinocelular e o carcinoma basocelular.

De acordo com o médico dermatologista e professor do DMTD, Dr. Guilherme Holanda Bezerra, a confirmação do porocarcinoma é feita por meio da avaliação histopatológica, que permite reconhecer características próprias da neoplasia.

“Entre os achados analisados está a diferenciação ductal, caracterizada pela formação de pequenos canais que fazem parte das glândulas da pele. Em determinadas situações, a análise imunohistoquímica também pode ser necessária para complementar o diagnóstico e diferenciá-lo de outras neoplasias”, explica.

Para o médico pesquisador, o trabalho chama a atenção para a importância de considerar o porocarcinoma entre as possibilidades diagnósticas diante de lesões plantares atípicas. “O relato contribui para aprimorar o raciocínio clínico diante de lesões incomuns, reforçando a importância de reconhecer sinais de alerta e ampliar as possibilidades diagnósticas”, finaliza.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do IPTSP/UFG

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