IPTSP fortalece participação da UFG na Rede Interagencial de Informações para a Saúde
Yves Ternes e Max de Oliveira participam da 34ª Oficina da Ripsa e contribuem para discussões sobre indicadores e desigualdades em saúde no Brasil
Texto: Marina Sousa
Fotos: Rafael de Paula/ Ripsa
O diretor do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), Yves Fernandes Ternes, e o professor do Departamento de Saúde Coletiva do instituto, Max de Oliveira, representam a Universidade Federal de Goiás (UFG) na Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa). Os docentes participaram, em Brasília, da 34ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI) da Rede, que reúne instituições envolvidas na produção, análise e disseminação de dados e indicadores de saúde no Brasil.
Criada em 1996, em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Ripsa completou 30 anos de atuação em 2026. A Rede foi retomada em 2023, após um período de interrupção, e atualmente reúne 45 instituições-membro, com cerca de 450 participantes institucionais, organizados em comitês responsáveis pela gestão de indicadores e em grupos temáticos interdisciplinares.
Para o diretor do IPTSP/UFG, Yves Mauro Ternes, a participação na Ripsa reforça a importância da integração entre instituições para qualificar as informações em saúde e subsidiar o planejamento e a tomada de decisões nas políticas públicas.
O trabalho da Ripsa tem como objetivo produzir, qualificar e disseminar informações que contribuam para o planejamento, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas de saúde. A atuação colaborativa permite reunir dados de diferentes fontes e áreas do conhecimento, ampliando a capacidade de análise sobre as condições de saúde e seus determinantes no país.
Entre os principais produtos da Rede está o conjunto de Indicadores e Dados Básicos para a Saúde (IDB). A edição mais recente reúne 168 indicadores, distribuídos em áreas como demografia, aspectos socioeconômicos, mortalidade, morbidade, fatores de risco e proteção, cobertura e recursos. Os indicadores permitem acompanhar diferentes dimensões da situação de saúde da população brasileira.
Os dados utilizados na construção desses indicadores são provenientes de diferentes sistemas e bases de informação. Após processos de organização, análise e qualificação, os resultados são disponibilizados em plataformas públicas, possibilitando o acesso por pesquisadores, gestores e demais usuários interessados em informações sobre a saúde da população.
Como parte das atividades relacionadas aos 30 anos da Ripsa, a Rede apresenta novos produtos, entre eles a terceira edição da publicação Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações, conhecida como Livro Verde. O professor Max de Oliveira participou da elaboração do terceiro volume, uma das principais referências para a produção e o uso de dados no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova edição reúne 168 indicadores, 47 a mais que a versão anterior, além de orientações para sua utilização.
Outro produto são as estimativas populacionais por município, idade e sexo, que oferecem informações importantes para análises demográficas e para o planejamento das ações e serviços de saúde. A Ripsa também trabalha com um Quantificador de Desigualdades em Saúde, ferramenta destinada a medir diferenças nos indicadores entre grupos populacionais e territórios.
De acordo com o professor Max de Oliveira, a proposta é ampliar a capacidade de identificar e dimensionar desigualdades em saúde, oferecendo subsídios para análises mais detalhadas das condições de diferentes populações e contextos. Dessa forma, os produtos da Ripsa contribuem para transformar dados de saúde em informações que apoiem a compreensão da realidade brasileira e o planejamento das ações do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Assessoria de Comunicação do IPTSP/UFG
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