IPTSP NA MÍDIA - Professora Marta Rovery contribui para debate sobre envelhecimento populacional em Goiás no jornal O Popular
Docente destacou os desafios relacionados ao cuidado da população idosa e a importância das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs)
Texto: Maria Eduarda Silva
O jornal O Popular publicou, no dia 4 de setembro, uma reportagem sobre o envelhecimento populacional em Goiás e os desafios que o fenômeno representa para o próximo governo. A professora Marta Rovery de Souza, do Departamento de Saúde Coletiva do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), contribuiu para a matéria com reflexões sobre as mudanças nas estruturas familiares e a necessidade de ampliar as estratégias de cuidado à população idosa.
A reportagem apresenta dados sobre o crescimento da população idosa no Estado e aborda os impactos do envelhecimento em diferentes áreas, como saúde, assistência social, infraestrutura, segurança e previdência. Nesse contexto, Marta Rovery destacou que as transformações demográficas também exigem mudanças na forma como a sociedade compreende e organiza o cuidado na velhice.
Segundo a docente, a redução dos núcleos familiares e o aumento de idosos sem filhos ou com redes de apoio reduzidas tornam insuficiente a ideia de que a família será capaz de assumir, sozinha, os cuidados durante o envelhecimento. “O que era reservado ao cuidado da família não será mais possível só assim. Precisa convencer a sociedade de que só essa estratégia não funcionará”, alerta.
A professora também ressaltou a importância das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) diante das novas demandas geradas pelo envelhecimento populacional. A reportagem destaca que essas instituições deverão desempenhar um papel cada vez mais relevante para uma parcela da população que envelhecerá em condições de maior vulnerabilidade social e de saúde.
Marta Rovery é responsável pelo projeto “Fim de Vida e Cuidados Paliativos na Terceira Idade”, desenvolvido no IPTSP. Iniciada em Aparecida de Goiânia, a pesquisa foi ampliada em 2026 para mapear e realizar uma análise situacional das ILPIs de todo o Estado, em parceria com o governo estadual. Os resultados preliminares identificaram, entre outros aspectos, a necessidade de cuidados paliativos para grande parte dos idosos institucionalizados e a escassez de profissionais especializados.
Para a docente, embora as políticas de assistência social priorizem a permanência da pessoa idosa junto à família e à comunidade, as ILPIs continuarão necessárias para atender parte da população. “Que invariavelmente vai envelhecer mal, sozinhos, pobres”, afirma Marta, ao destacar a necessidade de reconhecer essas instituições como parte da rede de cuidado.
A professora também defende a necessidade de superar a percepção de que as ILPIs são espaços associados ao abandono e ressalta a importância de garantir recursos para que essas instituições ofereçam atendimento adequado à população idosa. “Para isso, o recurso é importante”, resume.
A reportagem integra a série especial “Goiás, o que vem depois”, do O Popular, que discute desafios estruturais que deverão estar entre as prioridades do próximo governo estadual.
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*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.
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