IPTSP NA MÍDIA - Professor Ton Sales contribui para debate sobre casos de sarampo em Goiás no Jornal O Popular
Coordenador do Laboratório de Imunologia Integrativa e Saúde Translacional (List), do IPTSP, ressaltou a importância da vacinação forma de prevenção à doença
Texto: Maria Eduarda Silva
O Jornal O Popular, no dia 16 de agosto de 2026, publicou uma matéria sobre casos de sarampo em São Paulo, que aumentaram o alerta das autoridades sanitárias para os registros de casos no Brasil. O professor Ton Sales, coordenador do List e do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública (PPGMTSP), do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP), contribuiu para a matéria com um panorama da doença no Estado de Goiás.
Goiás aderiu a Campanha Nacional de Multivacinação 2026, do Ministério da Saúde, que, apesar de realizar uma cobertura de 86% para a primeira dose da vacina e 66% para a segunda dose, ainda não alcançou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), os últimos casos de sarampo foram registrados em 2020. Mesmo assim, para o professor e pesquisador, devido ao aumento de casos notificados em outras regiões, o Estado deve manter-se em alerta e estar preparado para responder prontamente em casos de necessidade.
De acordo com ele, o vírus é transmitido através de gotículas provenientes da tosse, espirro ou respiração, afetando principalmente crianças. Entre os sintomas, estão febre alta, manchas brancas na parte interna da boca, tosse e conjuntivite, que podem evoluir para erupções na pele, começando no rosto e no pescoço e se espalhando pelo corpo.
As consequências da doença são várias e podem ser graves, podendo causar cegueira, perda total ou parcial da audição, além de oferecer riscos para gestantes.
"É importante dizer que o paciente pode ter manifestações gravíssimas comprometendo ou afetando drasticamente funções fundamentais como a visão, a audição, o cérebro e o trato gastrointestinal", diz o professor, que também explica que não existe tratamento específico para a doença e que as pessoas infectadas tendem a se recuperar no período entre duas e três semanas.
Para o professor, a melhor forma de lidar com a doença é com a prevenção pela vacinação.
"É fundamental que o cartão de vacinação esteja em dia, de adultos e crianças, evitando assim, a ocorrência não somente do sarampo como de outras doenças preveníveis. Quanto mais pessoas vacinadas na população, menores as chances de um microrganismo causador de uma doença, como o vírus causador do sarampo, circularem", explica.
Ton Sales também explicou que a vacinação é um caminho seguro para a prevenção de diversas doenças, e reforçou a importância da valorização do método de prevenção:
"O Brasil é referência mundial quanto ao número de doenças atendidas e a disponibilidade ampla e gratuita de vacinas. Nos dias de hoje, a comunicação em tempo real, aliada à 'necessidade' de compartilhar informações em tempo real (sem verificação de veracidade), têm prejudicado amplamente essa estratégia segura e de grande eficácia. "Portanto, o entendimento da importância das vacinas para preservar vidas e evitar que tenhamos formas graves das doenças, ainda é a melhor forma de incentivo. Historicamente, desde o início da vacinação no ocidente, ainda no final do século 18, não existe instrumento mais seguro e eficaz para proteger a nós e aqueles que amamos", conclui o professor.
Não deixe de conferir a entrevista completa aqui.

*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.
Source: Comissão de Comunicação IPTSP
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