Semana Pedagógica do IPTSP promove debates sobre ética, saúde mental e comunicação para fortalecer ambiente acadêmico
Programação reuniu docentes e técnicos em reflexões sobre planejamento, relações interpessoais e práticas que contribuem para um ambiente universitário mais saudável e inclusivo
Texto e fotos:Ludmilla Morais
O Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG) realizou, entre os dias 3 e 7 de agosto, a Semana Pedagógica do segundo semestre de 2026. A programação reuniu docentes e técnicos administrativos para discutir o planejamento acadêmico, além de temas como ética, saúde mental, comunicação não violenta e relações interpessoais no ambiente universitário.
De acordo com a vice-diretora do IPTSP, Thaís Rocha, a programação foi construída a partir de demandas identificadas pela direção da unidade e buscou fortalecer não apenas o planejamento pedagógico, mas também as relações humanas no cotidiano acadêmico.
"A semana de planejamento faz parte da atividade docente. Precisamos desse período antes do início das aulas para discutir os planos de ensino, as estratégias de aprendizagem, conhecer o perfil das turmas, pensar no acolhimento dos estudantes e organizar o semestre. É um momento essencial para planejar as disciplinas e alinhar o trabalho entre docentes e técnicos”, afirma.
Segundo ela, além da organização das atividades acadêmicas, o encontro também é um espaço para discutir desafios vivenciados pela comunidade universitária. "Como estamos na direção, recebemos as demandas da ouvidoria, as solicitações dos servidores e acompanhamos os desafios vividos pela unidade. A escolha dos temas nasce dessa escuta e da percepção dos problemas que enfrentamos no dia a dia. Foi assim que definimos a programação deste semestre”, diz a vice-diretora.
Ética, saúde mental e comunicação em foco
Um dos principais momentos da Semana Pedagógica foi a oficina "Construindo relações éticas: enfrentamento ao assédio moral no ambiente acadêmico", conduzida pela psicóloga Marina Junqueira Cançado, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18). Durante a atividade, foram discutidas estratégias para fortalecer relações mais respeitosas, inclusivas e saudáveis, além de formas de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual.

Segundo Marina, a proposta foi refletir sobre as transformações sociais e a necessidade de construir relações mais respeitosas nos ambientes acadêmicos e de trabalho. "A ideia foi promover uma reflexão sobre respeito, inclusão, as mudanças dos tempos e sobre como toda a comunidade acadêmica pode transformar seus comportamentos nos ambientes coletivos”, comenta ela.
Ao longo do encontro, a psicóloga destacou que os desafios relacionados à convivência se intensificaram nos últimos anos. "Após a pandemia houve uma perda muito grande de habilidades sociais. Parece que desaprendemos a conviver, a respeitar e a tolerar as diferenças. Isso tornou os ambientes de trabalho ainda mais desafiadores”, ressalta.
Marina também chamou atenção para os impactos da saúde mental no mundo do trabalho."Hoje, bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente em razão da depressão e da ansiedade. Em muitos ambientes, cerca de 30% dos afastamentos estão relacionados às doenças mentais. O trabalho nem sempre é a única causa, mas é uma das dimensões mais importantes da vida das pessoas e não pode ser ignorado quando falamos de sofrimento psíquico”, destaca.
Encerrando a programação, na sexta-feira (7/8), foi realizada a oficina "Comunicação não violenta: fortalecendo o diálogo e a colaboração no ambiente acadêmico", conduzida pelas psiquiatras Manuella Rodrigues e Maiara Sena, da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor da UFG (DASS-UFG). A atividade abordou estratégias para aprimorar o diálogo, prevenir conflitos e fortalecer relações colaborativas entre docentes, técnicos e estudantes.

Ela explica que a qualidade da comunicação influencia diretamente a convivência entre as pessoas. "Quando a comunicação é bem construída, ela fortalece os relacionamentos, reduz o risco de conflitos e, quando eles surgem, favorece uma resolução mais respeitosa e eficiente”, conclui Manuella.
Fonte: Comissão de Comunicação IPTSP
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