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Professor Ton Sales, do IPTSP/UFG, participa do Jornal Anhanguera

On 07/16/26 09:25 . Updated at 07/16/26 09:25 .

Docente esclareceu mitos e verdades sobre os efeitos das baixas temperaturas na saúde durante entrevista 

O professor Ton Sales, coordenador do Laboratório de Imunologia Integrativa e Saúde Translacional (LIST), do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG), participou do Jornal Anhanguera e esclareceu dúvidas comuns durante o período de inverno. 

Muitas crenças populares, como não dormir com cabelo molhado e evitar sereno, são frequentemente associadas ao risco de gripes e resfriados, mas não são necessariamente verdadeiras. Para esclarecer a questão, baseando-se em evidências científicas, o professor e pesquisador Ton Sales, imunologista, explicou que o frio, por si só, não causa gripe. 

“Apesar de não causar gripe diretamente, as temperaturas mais baixas ajudam no ressecamento das nossas mucosas, o que compromete uma barreira importante e nos torna mais suscetíveis a esses vírus respiratórios”, explica. 

“O frio favorece que as pessoas se aglomerem, seja nas escolas, em casa, com janelas fechadas, em locais fechados. Juntando esse cenário, das mucosas ressecadas com aglomeração, a transmissão do vírus se potencializa, e consequentemente a ocorrência e a aparição de doenças respiratórias como gripe  e resfriado”. 

O professor e pesquisador, também coordenador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública (PPGMTSP) explicou que o uso de casacos, portanto, protege do frio, mas não impede a infecção pelo vírus.A principal e mais eficaz forma de prevenção contra a gripe, como reforçam os infectologistas, é a vacinação anual. É importante desfazer outro mito: a vacina não causa gripe. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos, treinando o corpo para se defender contra o vírus. Se uma pessoa apresenta sintomas gripais logo após se vacinar, é possível que ela já estivesse incubando o vírus antes da vacinação. 

“A vacina realmente salva. Você consegue evitar ter uma doença séria porque você se protegeu, treinou seu corpo para produzir anticorpos. É preciso ter cuidado para não cair em fake news, e lembrar que a informação também salva a gente”, complementa. 

A vacina permanece sendo a melhor estratégia para prevenir o agravamento da doença e suas complicações.

 

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*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.

Source: Comissão de Comunicação do IPTSP

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