Professora Larissa Arbués, do IPTSP, participa da matéria “Memória da Loucura”, do jornal O Globo
Professora do Departamento de Saúde Coletiva falou sobre o museu e projeto Memória da Saúde Mental em Goiás
Texto: Maria Eduarda Silva
Neste domingo (7), o jornal O Globo publicou a matéria “Memória da Loucura”, que aborda histórias e acervos de manicômios e hospitais psiquiátricos do Brasil. Ao abordar o assunto a partir da perspectiva do estado de Goiás, a matéria cita o Museu Virtual da Saúde Mental, um museu aberto e popular desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e coordenado pela professora Larissa Arbués, do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP).
A pesquisadora, que também coordena o projeto Memória da Saúde Mental em Goiás, contou que a equipe e o Ministério Público de Goiás estão, no momento, priorizando os prontuários dos pacientes, a fim de arquivar documentos importantes. Larissa e os técnicos do MP estiveram no Pronto Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc, em Goiânia, que guardam o acervo dos pacientes.
“Estamos em busca de um local ideal para acomodar o material. Há conversas com o arquivo público do estado. A proposta é dar acesso às informações para a população do que é permitido pela legislação e aos prontuários a familiares e pesquisadores”, explica.
O projeto possui sua coordenação vinculada ao Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC-UFG), Museu Antropológico da UFG, Fórum Goiano de Saúde Mental e Coletivo Desencuca, além da parceria com outras unidades acadêmicas da UFG, entidades, instituições e movimentos sociais. O projeto é comprometido com os princípios do movimento da Luta Antimanicomial, orientado pela promoção de direitos, autonomia e cidadania no campo da saúde mental.
A matéria ainda cita o maior hospital psiquiátrico de Goiás, Adauto Botelho, que possui um histórico de maus-tratos aos pacientes, incluindo eletrochoques sem anestesia. A reportagem cita o imigrante polonês Pawel Gutko, perseguido pela ditadura, que chegou ao hospital com diagnóstico de esquizofrenia paranoide. De acordo com pesquisadores, Gutko teria sido usado para dar início ao processo de cassação do governador de Goiás Mauro Borges, contrário ao regime militar.
A matéria ainda cita outros hospitais psiquiátricos conhecidos no Brasil, bem como histórias de seus pacientes e a construção de arquivos para a preservação da memória dos locais.

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*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.
Fonte: Comissão de Comunicação do IPTSP
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