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Banco Vermelho é inaugurado no IPTSP/UFG em ato contra a violência de gênero

Em 24/04/26 15:04. Atualizada em 27/04/26 15:48.

Ação simbólica integra a campanha “UFG pela Vida de Todas” e amplia rede de conscientização na universidade

Texto e Fotos: Fernando Cardoso

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Ao fundo, roda de conversa entre servidoras do IPTSP/UFG e a secretária de inclusão da UFG, Jaqueline Araujo.
 

No dia 16 de abril, foi realizada a pintura inaugural de um Banco Vermelho no hall de entrada do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG), como um gesto simbólico de enfrentamento à violência contra a mulher. A inauguração do Banco Vermelho do IPTSP contou com a participação da Secretária de Inclusão da UFG, Jaqueline Araújo, a vice-diretora do IPTSP, Thaís Rocha Assis, juntamente com estudantes, coordenadoras de curso, servidoras e chefes de alguns departamentos do instituto.

A pintura do banco foi realizada de forma colaborativa por estudantes dos cursos de Fisioterapia e Biotecnologia, além de servidoras e colaboradoras do IPTSP. A ação contou ainda com a participação de integrantes da Liga Acadêmica de Fisioterapia em Saúde das Mulheres (LAFESM), projeto de extensão coordenado pela vice-diretora do Instituto, Thaís Rocha Assis, que também esteve presente no ato.

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Processo de pintura do Banco Vermelho.

Em entrevista, Thaís Rocha afirmou que a pintura do banco representa um ato simbólico de união da comunidade em torno do enfrentamento ao feminicídio e à violência de gênero. Segunda ela, o que sustenta essa lógica que leva mulheres a morrerem pelo simples fato de serem mulheres é a própria estrutura da nossa sociedade, ainda marcada pelo patriarcado, pelo machismo e pela disseminação do ódio contra as mulheres. O desfecho desse processo é a morte, realidade que se repete diariamente no Brasil.

A vice-diretora também ressaltou o engajamento institucional na causa: “O IPTSP se soma a outras unidades da UFG na organização dessa campanha. Não podemos ficar de fora. A nossa unidade se une a essa mobilização, fortalecendo essa corrente dentro da universidade”, ressalta a vice-diretora.

A estudante de Fisioterapia e integrante da LAFESM, Glória Santiago reforça que o banco serve como uma rede de solidariedade: “Existem mulheres que se sentem sozinhas, sem ter com quem contar. O banco é uma forma de elas se sentirem acolhidas e também um meio para que qualquer pessoa tenha chances de ajudar uma mulher que precise de suporte.”

Após a inauguração do banco, ocorreu uma roda de conversa sobre o tema — haja visto que, o ambiente universitário foi por muito tempo um espaço negado às mulheres. Ações como esta tornam-se símbolo de resistência, pois além de transmitir uma mensagem muito poderosa à quem passa e vê banco vermelho, também provoca uma reflexão que deve incentivar o diálogo e também reafirmar a importância da luta por equidade de gênero e pelo enfrentamento à violência contra as mulheres.

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Roda de conversa após a inauguração do Banco Vermelho.

UFG pela Vida de Todas

A iniciativa de inaugurar os Bancos Vermelhos na Universidade Federal de Goiás iniciou-se dentro da campanha UFG pela Vida de Todas, que se tornou um programa com o mesmo nome. Entre bancos inaugurados e que ainda serão lançados nos próximos meses nas unidades acadêmicas, órgãos e os campi, são no total 14 bancos menores e o banco gigante que está localizado perto do Restaurante Universitário do Campus Samambaia da UFG.

Em entrevista, a secretária de inclusão Jaqueline Araújo declarou que: “Após cerca de dois meses da campanha vimos um aumento de mulheres da comunidade acadêmica buscando informações, procurando apoio e denunciando situações de violência ou buscando proteção junto à Secretaria de Promoção da Segurança e Direitos Humanos (SDH). Desta forma avaliamos que esta iniciativa encorajou alunas e servidoras a denunciarem situações de violências sofridas em diferentes ambientes pelos quais elas circulam”.

“Com isto, a UFG demarca junto a comunidade acadêmica e a sociedade goiana a relevância da luta das mulheres pelo seu direito básico: o de viver. Viver sem medo, com liberdade, com autonomia e respeitando-nos mutuamente”, conclui.

Banco Vermelho finalizado.
Banco Vermelho finalizado.

Instituto Banco Vermelho

O Instituto Banco Vermelho (IBC) é uma organização sem fins lucrativos que foi fundada em novembro de 2023. O objetivo do instituto é, através de palestras, projetos de lei e intervenções como a instalação dos bancos, enfrentar a violência de gênero. Além disso, conforme previsto na Lei Federal nº 14.942, de 31 de julho de 2024, é obrigatória a instalação de bancos vermelhos em locais públicos de grande circulação (como vias públicas, hospitais e universidades) com frases de conscientização e contatos para denúncia de violência contra a mulher.

Paula Limongi, vice-presidente do Instituto Banco Vermelho, disse em entrevista para o IPTSP que a instalação de bancos tanto em universidades quanto escolas tem sido fundamental para que a comunidade acadêmica, funcionários, pais e alunos, tenham consciência de que o feminicídio é uma epidemia e que é dever de todos falar sobre o tema. “Então, não dá mais para ficar sentado esperando que a solução chegue. A gente precisa ocupar todos os lugares para falar sobre o tema”, afirmou.

“E você pode se perguntar: Será que um banco vai salvar a vida de alguém? A resposta é clara. Não. Ele não vai salvar, mas a informação que está nele sim. A divulgação da rede de apoio e os canais de ajuda, como 180 e 190, podem salvar a vida de uma mulher em situação de violência. Diante disso, as pessoas têm se deparado com esse elemento que convida a todos para sentar, refletir, levantar e agir e também se tornar um vetor na comunicação”, finaliza Limongi.

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Servidoras do IPTSP com a Secretária de Inclusão da UFG, Jaqueline Araújo.

 

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Vice-diretora do IPTSP, Thaís Rocha Assis (à direita) e alunas integrantes da LAFESM.

 

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O Banco Vermelho está localizado no andar térreo do IPTSP/UFG



*Fernando Cardoso é bolsista de jornalismo do Ceti-Saúde UFG e é supervisionado pela jornalista Marina Sousa.


Fonte: Assessoria de Comunicação do IPTSP/UFG

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