Pesquisas e projetos do IPTSP integram o Realizações 2025 da UFG
O livro reúne as principais conquistas da instituição durante o ano e conta com produções que articulam o compromisso da ciência com a sociedade
Texto: Maria Eduarda Silva
A reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG), no dia 30 de dezembro de 2025, publicou o Realizações 2025, documento com 300 páginas que apresenta um retrato da produção da Universidade ao longo do último ano. Entre as principais conquistas da universidade, o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) se destaca como um dos responsáveis por produções importantes que articulam a produção científica e o compromisso social.
Confira abaixo as aparições de projetos desenvolvidos no IPTSP ou por discentes do instituto no Realizações 2025 UFG:
Um ranking elaborado pela editora Elsevier e liderado por uma equipe de especialistas da Universidade de Stanford, apontou que a UFG possui 15 pesquisadores entre os mais influentes do mundo, e dois desses pesquisadores são do IPTSP. Jadson Diogo Pereira Bezerra é mestre e doutor em Biologia de Fungos, é professor do Setor de Micologia, membro da Sociedade Brasileira de Micologia (SBMic), da Sociedade Botânica do Brasil (SBB) e da International Mycological Association (IMA). Bruno Júnior Neves possui doutorado em Medicina Tropical e Saúde Pública pelo Programa de Pós Graduação do IPTSP, atuando na classe C na Faculdade de Farmácia da UFG, onde coordena o Laboratory of Cheminformatics (LCi).
Pesquisa coordenada pela professora Megmar Carneiro revela alta prevalência de HPV em mulheres trans residentes em Goiás. O estudo foi realizado com 268 mulheres trans em período pré-pandemia, e identificou índices elevados de HPV em três sítios anatômicos. O HPV é um problema de saúde pública mundial, sendo a infecção sexualmente transmissível mais comum.
Pesquisa conduzida por José Rodrigues do Carmo Neto, do IPTSP, lança um novo olhar sobre a doença de Parkinson: o intestino pode ser uma das chaves para entender como a enfermidade evolui no organismo. A pesquisa combina análises de bioinformática com experimentos envolvendo animais e o cultivo de células com o objetivo de esclarecer novos mecanismos na relação entre o sistema nervoso entérico e proteínas associadas à doença.
Com o objetivo de colaborar com o enfrentamento da doença de Chagas, um dos problemas de saúde mais graves da América Latina, o projeto UniChagas busca ampliar a testagem e orientação médica sobre a doença. Além disso, o projeto contribui com a disseminação de informações sobre a doença a partir de palestras e atividades educativas. Coordenado pelo pesquisador José Rodrigues do Carmo e com parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o projeto contribui com a realização de exames de detecção da doença provenientes da rede pública de saúde, no Laboratório de Pesquisa da Doença de Chagas do Hospital das Clínicas da UFG.
Pesquisa realizada no IPTSP observou que nanopartículas de dióxido de titânio e cádmio provocaram alterações fisiológicas e aumento da mortalidade em girinos. As nanopartículas são contaminantes provenientes de produções industriais em larga escala, apresentando riscos ao meio ambiente e gerando preocupações sobre o consumo de alimentos contaminados e seus efeitos na saúde humana. A pesquisa foi realizada durante o mestrado da estudante Carolina Arantes de Moraes no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal (PPGBAN) da UFG, sob orientação dos professores Lucélia Gonçalves, Raquel Salla e Thiago Lopes Rocha.
Um grupo de pesquisadores do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da UFG desenvolveu um teste inovador para detectar a presença da bactéria Listeria monocytogenes em alimentos — um dos principais agentes de contaminação alimentar. Criada pelo Laboratório de Desenvolvimento e Produção de Testes Rápidos (LDPTR) do IPTSP, a nova técnica faz parte de um kit de detecção molecular capaz de visualizar, a olho nu, o DNA em 20 minutos e mostrar se um alimento está ou não contaminado. É um resultado muito mais rápido, simples e barato do que os métodos tradicionais de microbiologia.
Uma pesquisa coordenada pelo professora Jardson Bezerra, o Laboratório de Micologia (Labmicol), do IPTSP, e pela professora Cristina Souza-Motta, do Departamento de Micologia da UFPE, revelou a descoberta de uma nova espécie de fungo endofítico, encontrada na Mata Atlântica. A espécie integra a rica biodiversidade de microrganismos associados às folhas de Miconia sp. e foi descrita em artigo publicado na revista científica Acta Botanica Brasilica. A pesquisa integra o trabalho da doutora Layanne de Oliveira Ferro, do Departamento de Micologia Prof. Chaves Batista da UFPE, atualmente pesquisadora de pós-doutorado júnior (CNPq) vinculada à UFPE com colaboração no IPTSP/UFG.
Criado pelo Conselho Universitário da UFG, o Núcleo Interdisciplinar em Envelhecimento (NIPEE UFG 60+), comemorou o aniversário com a realização do 1º Simpósio Interdisciplinar em Envelhecimento, no auditório do Adufg-Sindicato, no dia 10 de outubro. A organização do evento convocou especialistas que são referência nas discussões sobre o envelhecimento no Brasil. O NIPEE UFG 60+ tem como coordenadora a professora Ruth Losada de Menezes, do IPTSP, e surgiu com o propósito de integrar esforços e promover o envelhecimento saudável e participativo, consolidando a UFG como referência nessa área. A iniciativa reflete o compromisso institucional da Universidade com o envelhecimento humano, articulando ensino, pesquisa e extensão em uma abordagem interdisciplinar e multidimensional.
*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.
Fonte: Comissão de Comunicação do IPTSP
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