Projeto desenvolvido no IPTSP foi um dos finalistas do Prêmio Finep de Inovação 2025 - Centro Oeste
O projeto de pesquisa finalista tinha como tema o diagnóstico rápido da hanseníase
Texto: Maria Eduarda Silva
O Prêmio Finep de Inovação, premiação nacional voltada ao reconhecimento de iniciativas transformadoras de setores estratégicos da economia brasileira, voltou à atividade após uma década em 2025. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, realizou, em Brasília, a terceira etapa da premiação, em outubro de 2025, para anunciar os vencedores da região Centro-Oeste.
Entre os finalistas, estavam os discentes Djairo Pastor, Luana Michele Alves, Leonardo Lopes da Luz e Matheus Bernardes Torres Fogaça, sob coordenação das professoras Samira Bührer e Mariane Martins. Com o projeto “Novas biotecnologias de diagnóstico rápido da hanseníase aplicáveis ao SUS: teste rápido, sensível, portátil e de baixo custo para diagnóstico precoce da hanseníase”, o grupo concorreu à categoria Complexo Econômico Industrial da Saúde, entretanto, o projeto vencedor foi “Cell4vision: plataforma biológica de células tronco em nanoscaffolds biomiméticos para tratamentos regenerativos em oftalmologia”, também da UFG.
Para o doutorando em Medicina Tropical e Saúde Pública, Djairo Pastor, ser um dos 3 finalistas entre tantos projetos financiados pela Finep durante os anos de 2023 e 2024 foi um marco.
“Nós sabemos que essas áreas nem sempre recebem o holofote que merecem, então ter visto o nosso projeto de pesquisa sobre o diagnóstico rápido da hanseníase sendo reconhecido é, na verdade, dar visibilidade para uma causa que impacta muita gente”, comenta.
A pesquisa contou com a colaboração da professora Gabriela Rodrigues Mendes Duarte, professora do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás. Para o discente Djairo, esse reconhecimento é de extrema importância para projetos como este:
“Esse reconhecimento é um selo de que todo esse esforço coletivo valeu a pena e de que a ciência que fazemos, focada em resolver problemas reais, está no caminho certo”.
*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.
Fonte: Comissão de Comunicação do IPTSP
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