
IPTSP NA MÍDIA - Pesquisa desenvolvida no IPTSP/UFG ganha destaque em veículos goianos de comunicação
Estudo pioneiro que visa a diminuição dos óbitos causados pelo agravamento da dengue foi divulgado pelo Jornal Opção e na Rádio CBN Goiânia
Texto: Maria Eduarda Silva | Arte: Mailson Diaz
Uma pesquisa do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), conduzida pelo Laboratório de Imunologia de Mucosas e ImunoInformática (Limin) sob a coordenação do professor Helioswilton Sales, tem ganhado destaque devido ao seu impacto na saúde pública diante do aumento expressivo dos casos de dengue. Desenvolvida com a participação de mestrandos e doutorandos dos programas de pós-graduação do instituto, a pesquisa foi tema de reportagens na rádio CBN Goiânia e no Jornal Opção.
Publicadas durante o mês de março deste ano de 2024, ambas as reportagens ressaltam a importância do estudo, que visa reduzir o número de óbitos causados pelo agravamento da dengue. A reportagem da CBN destaca o foco no estudo na interação dos receptores TREM-1 e TLT-1 presentes nas superfícies das células, que são sensíveis às partículas presentes no vírus. Esses receptores podem desempenhar um papel importante na progressão da forma mais grave da doença, resultando na redução do número de plaquetas e em episódios de hemorragia.

No jornal Opção, o processo de agravamento da doença foi descrito, assim como as etapas e o objetivo principal da pesquisa. Além disso, a reportagem trouxe falas do professor Helioswilton sobre os próximos passos do estudo, que agora se encontra na fase de testes pré - clínicos.
Sobre a pesquisa
A dengue se torna grave quando o vírus responsável pela transmissão, Aedes Aegypti, provoca uma reação inflamatória intensa, o que altera os níveis de coagulação do sangue. Esse desequilíbrio faz com que o sangue presente nos vasos sanguíneos seja levado para os tecidos do corpo, que apresentam maior permeabilidade devido à inflamação.
Com a diminuição da circulação sanguínea do corpo e da quantidade de plaquetas, que atuam na coagulação do sangue, as pessoas atingidas pela doença podem apresentar uma série de complicações, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos, acúmulo de líquidos, manchas vermelhas na pele e outros. A dengue grave, anteriormente denominada de dengue hemorrágica, pode, inclusive, levar ao óbito.
Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados cerca de 493 mil casos prováveis de dengue e 217 óbitos durante os primeiros meses de 2025. No ano anterior, durante o mesmo período, foram registrados 1,6 milhão de casos prováveis e 1.356 óbitos. Essa redução significativa, de quase 70% dos casos, demonstra a efetividade das medidas adotadas pelas instituições de saúde do país, que contam com profissionais e pesquisadores que atuam no desenvolvimento e na aplicação de ações de controle da doença.
Frente a essa realidade, o estudo é pioneiro em oferecer uma possibilidade de oferecer um tratamento específico para a doença, que ainda não é ofertado pelos serviços de saúde. De acordo com o professor Helioswilton, coordenador do Limin e professor no IPTSP, a pesquisa atua nos receptores TREM-1 e TLT-1 presentes nas superfícies das células, que podem atuar no agravamento da doença, resultando em complicações mais graves para a pessoa afetada.
O objetivo da pesquisa teve como motivação inicial utilizar estratégias já existentes, no tratamento da COVID-19, por exemplo, que tem os dois receptores como alvo, para bloquear a interação dos receptores com o vírus da doença, através do uso de fármacos.
Apesar dos resultados positivos em testes realizados até o momento, o professor ressalta que o uso desse tipo de medicação pode levar até sete anos para ser implementado na rede pública.
A continuidade da pesquisa já foi aprovada e contará com o envolvimento da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o Ministério da Saúde, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a Fiocruz. A fase de testes pré - clínicos, sem humanos, tem duração prevista de 3 anos. O professor Sales ressalta que, depois disso, é necessário encontrar uma indústria farmacêutica interessada na pesquisa para dar continuidade à fase de testes clínicos, além de recrutar mais pessoas e realizar testes de segurança.
Não deixe de conferir as reportagens na íntegra!
*Maria Eduarda Silva é bolsista de jornalismo no projeto IPTSP Comunica e é supervisionada pela jornalista Marina Sousa.
Fonte: Comissão de Comunicação IPTSP
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